sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Filme O Pagador de Promessas 1962 Completo



Roda Viva: Dias Gomes


O pagador de promessas


O pagador de promessas

de   Dias Gomes


Gênero:     Teatro
Páginas:     154
Formato:     16 x 23 cm

    

60ª EDIÇÃO DE O PAGADOR DE PROMESSAS ESTREIA O NOVO PROJETO GRÁFICO DE DIAS GOMES



Nesta peça de renome internacional, o autor narra o emocionante calvário do simplório Zé-do-Burro: para cumprir promessa feita a Iansã, pela cura de seu burro, ele divide seu sítio com os lavradores pobres e carrega pesada cruz de madeira no percurso de sessenta léguas, com o objetivo de depositá-la no interior da igreja de Santa Bárbara, em Salvador.

Ao contrário do que acontece com muitas obras teatrais de qualidade, que se iniciam com ímpeto e às vezes o mantêm até certa altura para nos frustrar no final, esta peça de Dias Gomes é um todo completo e acabado: o seu final não resulta em frustração, mas em plenitude. E para isso é preciso que se reúnam, na realização da obra, aqueles fatores imponderáveis que dão nascimento à verdadeira obra de arte.



·     Autor das as aclamadas peças O rei de ramos, O santo inquérito e O bem amado.

·     Nova identidade visual, orelhas assinadas por Ferreira Gullar.

·     Título de enorme sucesso no Brasil e no mundo, serviu de tema ao filme do mesmo título, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1962.




LANÇAMENTO






O bem-amado



O bem-amado

de   Dias Gomes

Gênero:     Teatro
Páginas:     126
Formato:     16 x 23 cm

EDITORA RELANÇA UMA DAS MAIS FAMOSAS FARSAS SOCIOPOLÍTICO-PATOLÓGICAS



O autor, responsável por retumbantes êxitos teatrais e cuja obra tem por denominador comum a contestação política e social, fornece ao leitor um irresistível retrato dos costumes da vida de um lugarejo do interior baiano, ordeiro e pacífico, para inauguração de um cemitério – plataforma política de seu ambicioso prefeito, Odorico Paraguaçu. O problema: ele precisava providenciar um morto.

Odorico, o Bem-Amado, é a encarnação, em escala provinciana, de personagens bem mais sinistros da vida política latino-americana, ditadores, caudilhos, demagogos de todos os tipos, e cujo perfil ora cômico, ora patético, a rica imaginação do autor delineia de forma precisa e contundente.

Naturalmente, o protagonista é também um ser humano em crise. O vácuo entre suas pretensões de grandeza, que comicamente se revelam na empolada linguagem, e a triste realidade de uma região, para ele frustrantemente subdesenvolvida, acentuam as contradições de sua existência e da própria política que ele representa e personifica.



• Autor das as aclamadas peças O rei de ramos, O santo inquérito e O pagador de promessas.

• Nova identidade visual.




LANÇAMENTO





Sua Obra

Obras
Dias Gomes escreveu diversas obras para o teatro, literatura, cinema e televisão. Entre suas peças teatrais, a mais célebre é O Pagador de Promessas (1959). Adaptada para o cinema em 1962, por Anselmo Duarte, conquistou vários prêmios internacionais, com destaque para a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Teatro

1938 A Comédia dos Moralistas
1939 Esperidião
1940 Ludovico
1941 Amanhã Será Outro Dia
1942 O Homem Que Não Era Seu
Pé-de-Cabra
1943 Zeca Diabo
João Cambão
Dr. Ninguém
Um Pobre Gênio
Eu Acuso o Céu
Sinhazinha
Toque de Recolher
1944 Beco sem Saída
1949 A Dança das Horas (adaptação do romance Quando é Amanhã)
1951 O Bom Ladrão
1954 Os Cinco Fugitivos do Juízo Final
1959 O Pagador de Promessas
1960 A Invasão
1961 A Revolução dos Beatos
1962 O Bem-Amado
1963 O Berço do Herói
1966 O Santo Inquérito
1968 O Túnel
Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Gloria (com Ferreira Gullar)
1969 Vamos Soltar os Demônios (Amor Em Campo Minado)
1977 As Primícias
1978 Phallus (inédita)
O Rei de Ramos
1979 Campeões Do Mundo
1986 Olho No Olho (inédita)
1988 Meu Reino Por Um Cavalo
1995 Roque Santeiro, o musical

Bibliografia
Romance
1945 Duas Sombras Apenas
1946 Um Amor e Sete Pecados
1947 A Dama da Noite
1948 Quando é Amanhã
1982 Sucupira, Ame-a ou Deixe-a
1983 Odorico na Cabeça
1994 Derrocada
1995 Decadência


Cinema

1960 O Pagador de Promessas
1987 O Rei do Rio (adaptação de O Rei de Ramos)
2010 O Bem Amado (autor da obra original)


Televisão
Estreou na televisão em 1969, com a novela A Ponte dos Suspiros. Entre seus sucessos na televisão estão a novela O Bem Amado, que virou O Bem Amado seriado entre 1980 e 1984, Roque Santeiro, Bandeira 2, O Espigão e Saramandaia.9

Ano Telenovela
1969 A Ponte dos Suspiros
1970 Verão Vermelho
1970/1971 Assim na Terra como no Céu
1971/1972 Bandeira 2
1973 O Bem Amado
1974 O Espigão
1975 Roque Santeiro - 1ª versão censurada
1976 Saramandaia
1978/1979 Sinal de Alerta
1985/1986 Roque Santeiro
1987 Expresso Brasil
1987/1988 Mandala
1990/1991 Araponga
1995 Irmãos Coragem - remake
1996 O Fim do Mundo
1997 Mandacaru

1982 Um Tiro No Coração (inédita)
1988 O Pagador de Promessas
1992 As Noivas de Copacabana
1995 Decadência
1998 Dona Flor e Seus Dois Maridos

Seriado
1979/1980 Carga Pesada
1980/1984 O Bem Amado

Adaptações em outros países

1971 Así en La Tierra Como en el Cielo Argentina
1996 Sucupira (O Bem Amado) TV Nacional do Chile

DIAS GOMES

Sexto ocupante da Cadeira 21, eleito em 11 de abril de 1991, na sucessão de Adonias Filho e recebido pelo Acadêmico Jorge Amado em 16 de julho de 1991.
Dias Gomes (Alfredo de Freitas D. G.), romancista, contista e teatrólogo, nasceu em Salvador, BA, em 19 de outubro de 1922. Faleceu em São Paulo no dia 18 de maio de 1999.
Filho do engenheiro Plínio Alves Dias Gomes e de Alice Ribeiro de Freitas Gomes, fez o curso primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, dos Irmãos Maristas, e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu o curso secundário no Ginásio Vera Cruz e posteriormente no Instituto de Ensino Secundário. Com apenas 15 anos escreveu sua primeira peça, A comédia dos moralistas, que ganhou o 1º lugar no Concurso do Serviço Nacional de Teatro em 1939. Em 1940, fez o curso preparatório para o curso de Engenharia e, no ano seguinte, para o curso de Direito. Ingressou na Faculdade de Direito do Estado do Rio em 1943, abandonando o curso no 3º ano.
Estreou no teatro profissional em 1942, com a comédia Pé-de-cabra, encenada no Rio de Janeiro e depois em São Paulo por Procópio Ferreira, que com ele excursionou por todo o país. Em seguida, escreveu as peças O homem que não era seu e João Cambão. Em 1943, sua peça Amanhã será outro dia foi encenada pela Comédia Brasileira (companhia oficial do SNT). Assinou contrato de exclusividade com Procópio Ferreira, para a montagem de várias peças subseqüentes.
Em 1944, a convite de Oduvaldo Viana (pai), foi trabalhar na Rádio Pan-Americana (São Paulo), fazendo adaptações de peças, romances e contos para o "Grande Teatro Pan-Americano". Além de teatro, passou a escrever romances: Duas sombras apenas (1945); Um amor e sete pecados (1946); A dama da noite (1947) e Quando é amanhã (1948). Em 1948, regressou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar em várias rádios, sucessivamente: Rádio Tupi e Rádio Tamoio (1950), Rádio Clube do Brasil (1951) e Rádio Nacional (1956).
Em 1950, casou-se com Janete Emmer (Janete Clair), com quem teve cinco filhos: Guilherme, Alfredo (falecido), Denise, Alfredo e Marcos Plínio (falecido). Em fins de 1953, viajou à União Soviética com uma delegação de escritores, para as comemorações do 1º de Maio. Por essa razão, ao voltar ao Brasil, foi demitido da Rádio Clube. Seu nome foi incluído na "lista negra", e durante nove meses seus textos para a televisão tiveram que ser negociados com a TV Tupi em nome de colegas.

Em 1959, escreveu a peça O pagador de promessas, que estreou no TBC, em São Paulo, sob direção de Flávio Rangel e com Leonardo Vilar no papel principal. Dias Gomes ganhou projeção nacional e internacional. A peça, traduzida para mais de uma dúzia de idiomas, foi encenada em todo o mundo. Adaptada pelo próprio autor para o cinema, O pagador de promessas, dirigido por Anselmo Duarte, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962. Nesse ano, recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa, da Academia Brasileira de Letras, com a peça A invasão.
Em 1964, Dias Gomes foi demitido da Rádio Nacional, da qual era diretor-artístico, pelo Ato Institucional n. 1, enquanto O pagador de promessas estreava em Washington e A invasão era encenada em Montevidéu. A partir de então, participou de diversas manifestações contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. Ele próprio teve várias peças censuradas durante a vigência do regime militar (O berço do herói, A revolução dos beatos, O pagador de promessas, A invasão, Roque Santeiro, Vamos soltar os demônios ou Amor em campo minado). Fez parte do Conselho de Redação da Revista Civilização Brasileira desde seu lançamento, em 1965. Contratado, desde 1969, pela TV Globo, produziu inúmeras telenovelas, além de minisséries, seriados e especiais (telepeças). Apesar da censura, não interrompeu a produção teatral, e várias peças suas foram encenadas entre 1968 e 1980, destacando-se Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (Vargas), em parceria com Ferreira Gullar, encenada no Teatro Leopoldina, de Porto Alegre, em 1969; O bem-amado, encenada no Teatro Gláucio Gil, do Rio de Janeiro, em 1970; O santo inquérito, no Teatro Teresa Rachel, do Rio, em 1976; e O rei de Ramos, no Teatro João Caetano, em 1979. Em 1980, em decorrência da decretação da Anistia, foi reintegrado aos quadros da Rádio Nacional, e trabalhos seus, como Roque Santeiro, foram liberados para apresentação. Do período pós-Anistia é a peça Campeões do mundo, encenada em novembro de 1980 no Teatro Vila-Lobos, do Rio. Em 1983, Vargas (nova versão de Dr. Getúlio) estreou no Teatro João Caetano, do Rio. No dia 16 de novembro, faleceu sua esposa, a novelista Janete Clair.
A peça Vamos soltar os demônios (Amor em campo minado), em que procurou discutir a situação do intelectual dentro de um regime político autoritário, já liberada pela censura, estreou no Teatro Santa Isabel, de Recife, em 1984. Nesse ano, Dias Gomes casou-se com Maria Bernardete, com quem teve duas filhas: Mayra e Luana.
Em 1985, criou e dirigiu, até 1987, a Casa de Criação Janete Clair, na TV Globo. A novela Roque Santeiro foi levada ao ar pela TV Globo, após 10 anos de interdição pela censura. A peça O rei de Ramos foi adaptada para o cinema, com o título O rei do Rio, com direção de Bruno Barreto.
Dias Gomes conquistou numerosos prêmios por sua atuação no Rádio e por sua obra para teatro, cinema e televisão. Poucas obras, no Brasil, foram tão premiadas quanto O pagador de promessas, que mereceu, entre outros, o Prêmio Nacional de Teatro, do Instituto Nacional do Livro; o Prêmio Governador do Estado de São Paulo; o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais; o Prêmio Melhor Autor Brasileiro, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais e o Prêmio Governador Estado da Guanabara. No exterior, a peça foi laureada no III Festival Internacional de Teatro em Kaltz (Polônia), em 1963, no cinema, recebeu a Palma de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Cannes, em 1962, e o Prêmio Fipa de Prata, de Cannes, em 1988. Outros trabalhos de Dias Gomes também foram distinguidos com os mais importantes prêmios nacionais em sua especialidade.